Na Baixada Santista, um desenho para novos nichos de mercado - (governo quer atrair indústria naval, ocorrência que ampliará frentes para a cadeia da construção).
20/01/2009, Santos, SP - Glebas em Cubatão, uma delas no Dique do Furadinho, com 800 mil m2, outra na Ilha Piaçaguera, totalizando 600 mil m2, além de três amplas extensões de terra na Área Continental de Santos estão sendo mapeadas pelo governo do Estado, devido ao potencial – todas têm saída para o mar – para receber estaleiros e bases de apoio. Tal ocorrendo, a região passará a ofertar importantes oportunidades para a cadeia da construção.
O mapeamento é a primeira de algumas ações em início de articulação pelo poder público estadual, para atrair investimentos na infraestrutura de apoio às plataformas de petróleo e gás, incluídas nos planos da Petrobrás S/A.
Para concorrer com Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, que também almejam implementar indústrias navais, o governo de São Paulo acredita na atração, para investidores, das peculiaridades regionais: a infraestrutura já existente no Porto de Santos, maior e mais moderno do país; e a indústria de base consolidada no Pólo de Cubatão, onde está localizada a Cosipa, maior fabricante de aço naval do país.
Soma-se às peculiaridades da Baixada Santista a crença do governo paulista em um trunfo. Conforme resultado de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, São Paulo produz 70% das peças utilizadas pela indústria naval brasileira consolidada.
Expansão de nichos para a construção - Por ora, o que há de concreto é uma grande expectativa, mas, ao consolidar-se a intenção do governo paulista, as cidades da Baixada Santista – Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, que desde as notícias sobre o potencial da camada pré-sal despertam o interesse do mercado imobiliário, aumentarão significativamente os nichos para os investimentos de vários segmentos da cadeia da construção.
Para o bom observador, um bilhão basta. Além de beneficiar o turismo, as incursões do governo paulista na Baixada, ampliando a infraestrutura, bem podem incluir a intenção de preparar o campo, ofertando condições aos investidores interessados, seja na indústria naval ou nos consequentes desdobramentos de mercado, caso a intenção se concretize. Dos R$ 21,3 milhões investidos durante 2008 para ampliar a oferta litorânea de água, R$ 15,1 milhões desembocaram no litoral sul, onde a Baixada Santista está localizada. Conforme o governo, as obras proporcionaram crescimento de 104,5% na oferta de água para os nove municípios regionais.
Não fica por aí. O Programa Onda Limpa, parceria entre o governo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), prevê investimentos da ordem de R$ 1,28 bilhão em obras de coleta e tratamento de esgotos no litoral paulista. As informações do Palácio dos Bandeirantes dão conta que, uma vez o programa concluído (previsão para 2010), na Baixada Santista passará de 62% para 95% o índice de atendimento por rede de esgotos
Irradiação mercadológica - Além de 1,4 milhão de m2 somados pelas áreas disponíveis no Dique do Furadinho e na Ilha Piaçagüera, as outras três glebas em fase de mapeamento pelo governo paulista localizam-se: ao lado do Terminal da Fosfertil; próximo ao Morro Colombo; e na Ilha dos Bagrinhos.
O grande porte da ocupação industrial ali pretendida - uma questão delicada, pela proximidade com manguezais e áreas de preservação -, impactará em toda a área de influência, equivalendo dizer: nos nove municípios da Baixada Santista.
A expansão do turismo de negócios, a moradia com perfil para as diferentes escalas de mercado, os offices, os prédios corporativos, novos shoppings, revitalização de espaços urbanos, nova dinâmica no setor de locação são, por ora, somente perspectivas. Acompanhar cuidadosamente o andar da carruagem significará garantir um lugar na plataforma, para o caso de chegar o bonde da história.
Em terras paulistas, a responsabilidade de identificar áreas passíveis de atrair investimentos para os segmentos petrolíferos é da Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespg), criada em 2008 para o propósito específico. Seu coordenador executivo é o engenheiro José Roberto dos Santos.
Foto: Jardim da orla de Santos, um dos nove municípios que formam a Baixada Santista. Com 5.335 metros lineares, este jardim entrou para o Guinness Book of Records, o livro dos recordes, como jardim frontal de praia com maior extensão em todo o mundo.
Fontes: Governo Paulista/Secretaria do Desenvolvimento/Sabesp
Publicado em 17/05/2009 - 14:04 por Habsoluta
20/01/2009, Santos, SP - Glebas em Cubatão, uma delas no Dique do Furadinho, com 800 mil m2, outra na Ilha Piaçaguera, totalizando 600 mil m2, além de três amplas extensões de terra na Área Continental de Santos estão sendo mapeadas pelo governo do Estado, devido ao potencial – todas têm saída para o mar – para receber estaleiros e bases de apoio. Tal ocorrendo, a região passará a ofertar importantes oportunidades para a cadeia da construção.
O mapeamento é a primeira de algumas ações em início de articulação pelo poder público estadual, para atrair investimentos na infraestrutura de apoio às plataformas de petróleo e gás, incluídas nos planos da Petrobrás S/A.
Para concorrer com Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, que também almejam implementar indústrias navais, o governo de São Paulo acredita na atração, para investidores, das peculiaridades regionais: a infraestrutura já existente no Porto de Santos, maior e mais moderno do país; e a indústria de base consolidada no Pólo de Cubatão, onde está localizada a Cosipa, maior fabricante de aço naval do país.
Soma-se às peculiaridades da Baixada Santista a crença do governo paulista em um trunfo. Conforme resultado de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, São Paulo produz 70% das peças utilizadas pela indústria naval brasileira consolidada.
Expansão de nichos para a construção - Por ora, o que há de concreto é uma grande expectativa, mas, ao consolidar-se a intenção do governo paulista, as cidades da Baixada Santista – Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, que desde as notícias sobre o potencial da camada pré-sal despertam o interesse do mercado imobiliário, aumentarão significativamente os nichos para os investimentos de vários segmentos da cadeia da construção.
Para o bom observador, um bilhão basta. Além de beneficiar o turismo, as incursões do governo paulista na Baixada, ampliando a infraestrutura, bem podem incluir a intenção de preparar o campo, ofertando condições aos investidores interessados, seja na indústria naval ou nos consequentes desdobramentos de mercado, caso a intenção se concretize. Dos R$ 21,3 milhões investidos durante 2008 para ampliar a oferta litorânea de água, R$ 15,1 milhões desembocaram no litoral sul, onde a Baixada Santista está localizada. Conforme o governo, as obras proporcionaram crescimento de 104,5% na oferta de água para os nove municípios regionais.
Não fica por aí. O Programa Onda Limpa, parceria entre o governo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), prevê investimentos da ordem de R$ 1,28 bilhão em obras de coleta e tratamento de esgotos no litoral paulista. As informações do Palácio dos Bandeirantes dão conta que, uma vez o programa concluído (previsão para 2010), na Baixada Santista passará de 62% para 95% o índice de atendimento por rede de esgotos
Irradiação mercadológica - Além de 1,4 milhão de m2 somados pelas áreas disponíveis no Dique do Furadinho e na Ilha Piaçagüera, as outras três glebas em fase de mapeamento pelo governo paulista localizam-se: ao lado do Terminal da Fosfertil; próximo ao Morro Colombo; e na Ilha dos Bagrinhos.
O grande porte da ocupação industrial ali pretendida - uma questão delicada, pela proximidade com manguezais e áreas de preservação -, impactará em toda a área de influência, equivalendo dizer: nos nove municípios da Baixada Santista.
A expansão do turismo de negócios, a moradia com perfil para as diferentes escalas de mercado, os offices, os prédios corporativos, novos shoppings, revitalização de espaços urbanos, nova dinâmica no setor de locação são, por ora, somente perspectivas. Acompanhar cuidadosamente o andar da carruagem significará garantir um lugar na plataforma, para o caso de chegar o bonde da história.
Em terras paulistas, a responsabilidade de identificar áreas passíveis de atrair investimentos para os segmentos petrolíferos é da Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespg), criada em 2008 para o propósito específico. Seu coordenador executivo é o engenheiro José Roberto dos Santos.
Foto: Jardim da orla de Santos, um dos nove municípios que formam a Baixada Santista. Com 5.335 metros lineares, este jardim entrou para o Guinness Book of Records, o livro dos recordes, como jardim frontal de praia com maior extensão em todo o mundo.
Fontes: Governo Paulista/Secretaria do Desenvolvimento/Sabesp